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Bureau de mídia e outros absurdos - por Humberto Mendes PDF Imprimir E-mail

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* Humberto Mendes

 

Bureau de mídia e outros absurdos

O tema dos bureaus de mídia, modelo que foi banido do mercado brasileiro, ainda assombra o setor em outros países. Notícia veiculada pelo Valor Econômico, na edição dos dias 1 e 2 de maio, reproduzindo matéria do Financial Times, fala do questionamento realizado por anunciantes do mercado britânico em relação à falta de transparência na atuação das agências de mídia – aqui conhecidas como bureau de mídia, mesas de compra ou ainda pela versão latina dos chamados “bolseiros argentinos”. 

Essa contestação acerca dos bureaus de mídia, embora não haja no País operações semelhantes, serve de alerta contra tentativas regularmente feitas de se constituir esse tipo de operação aqui, e torna importante lembrar os efeitos nocivos que os bureaus tiveram, nos anos 60, quando ainda operavam no mercado brasileiro, realizando compras antecipadas de espaço, em grande volume, e vendendo o mesmo espaço depois a valores exorbitantes.

Já escrevi vários artigos sobre a ação deletéria dos bureaus de mídia, mesas de compra, dos bolseros argentinos, house agencies, sempre com o objetivo de mostrar que, no Brasil, os setores de mídia de nossas agências, mesma das pequenas, não precisam dessas excrescências para prestar os melhores trabalhos da nossa propaganda. Nossas agências, mesmo as menores do mercado, estão estruturadas para prestar os melhores serviços e fazer a melhor propaganda do mundo, e não precisam de qualquer tipo de mesa de compra ou bureau de mídia. Portanto, qualquer iniciativa de trazer essas empresas de volta só deve ser rechaçada.

Por outro lado, é preciso valorizar a atividade publicitária pelos resultados que assegura aos clientes, revertendo o impacto da atual retração econômica, que tem levado a ganhos cada vez mais reduzidos e ameaçado os valores que fazem da propaganda um setor fundamental para os negócios.

 

* Humberto Mendes, VP executivo da Fenapro - Federação Nacional das Agências de Propaganda

 
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