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15/07/2008 - Na trilha do novo Brasil PDF Imprimir E-mail

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dia 15/07/2008 18:30

Rafael Sampaio
Uma série de recomendações para fortalecer e desenvolver os mercados regionais em todo o País foi aprovada na comissão “Realidade dos mercados regionais”, na manhã do segundo dia do IV CBP. O painel de debates foi presidido por Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro, entidade que vem realizando forte trabalho em prol da regionalização da propaganda em todo o País e conta com ampla capilaridade de atuação por meio dos sindicatos das agências de propaganda dos diversos Estados. Após palestra do jornalista (e economista) George Vidor, com forte carga de otimismo, os debatedores que se seguiram foram unânimes em proclamar as grandes potencialidades para a evolução das muitas regiões da Nação e o fato de que os caminhos do novo Brasil levam a essa realidade de melhor distribuição da riqueza, em que pese a elevada concentração econômica ainda existente.

Antonio Ricardo Ferreira, diretor-executivo do Ibope Mídia Brasil, mostrou que já existe um bom número de pesquisas sobre os mercados regionais e é possível encontrar alternativas colaborativas para sua melhoria, como aconteceu em Vitória e Goiânia.

Izael Sinem, diretor de serviços de marketing da Nestlé, exibiu um vídeo com exemplo prático da política abrangente de regionalização da companhia, que vai além da propaganda e do próprio marketing.

O deputado Claudio Vignatti (PT-SC), presidente da Frente Parlamentar de Fortalecimento à Mídia Regional, falou sobre a força dos veículos locais e do trabalho que está sendo feito para mudar tanto a ação comercial deles como a atitude do Governo Federal em seu uso, com o suporte ativo da Secom.

Ricardo Esturaro, diretor de planejamento e marketing da Rede Globo, mostrou números que comprovam que não apenas existe uma má divisão do bolo publicitário brasileiro como ele é ainda baixo em comparação com outras economias do mesmo porte e até menores.

Além do presidente Nabham, a Comissão “Realidade dos mercados regionais” contou com o intenso trabalho do relator Saint´Clair de Vasconcelos, vp da Fenapro e presidente da Contexto e do Sinapro SP, e de Gláucio Binder, sócio da Binder/FC+M e presidente do Sinapro RJ.

O painel realizado e as recomendações derivadas tiveram como fundamentos promover o desenvolvimento, o crescimento e a valorização regional da indústria da comunicação em todo o Brasil; aproveitar as oportunidades que cada região do País oferece para acelerar o desenvolvimento do mercado publicitário regional; promover o estímulo à profissionalização e a organização desses mercados; ampliar a presença efetiva das entidades representativas do setor em todos os Estados; defender critérios técnicos e éticos na distribuição das verbas públicas e na contratação das agências de propaganda e incentivar os anunciantes a otimizar suas verbas de comunicação em todos os mercados, utilizando os serviços regionais que valorizam a linguagem local.

Em seu conjunto, os quase 200 participantes do painel “Realidade dos Mercados Regionais” aprovaram os seguintes pontos:

1. Propõe a aprovação formal do IV Congresso Brasileiro de Publicidade de apoio ao Projeto de Lei nº 3305/2008, de autoria do deputado José Eduardo Cardozo.

2. Recomenda-se que se oficie ao deputado José Eduardo Cardozo no sentido de verificar a possibilidade legal de inserir no Projeto de Lei que:
a) contemple a modalidade de "Consórcio de Agências" para as licitações das contas publicitárias nos casos em que haja interesse estratégico e/ou comercial da administração pública direta ou indireta, pela contratação de mais de uma agência para uma mesma conta;
b) nas licitações onde houver a contratação de agências de propaganda na modalidade de "Consórcio de Agências", os itens "Capacidade de Atendimento", Idéia Criativa" e "Estratégia de Mídia", que compõem a Proposta Técnica tenham suas avaliações e pontuações considerando também o número de agências que componham os referidos consórcios;
c) nas licitações de contratação de serviços publicitários onde houver empate, que o desempate favoreça a proposta do consórcio que tiver o maior número de agências em sua formação.

3. Os anunciantes da iniciativa privada contratem fornecedores de serviços de comunicação e agências de propaganda com sede nos mercados regionais em que atuam.

4. As empresas que se instalarem através de projetos de incentivos fiscais em outros estados ou região fora da sua sede, contratem fornecedores de serviços de comunicação e agências nestes mercados regionais.

5. O “trade regional” composto pela cadeia de fornecedores, agências e veículos invista na sua maior profissionalização, bem como no aprimoramento dos seus serviços garantindo assim a segurança de retorno dos investimentos dos anunciantes.

6. Os jornais e revistas regionais se filiem a entidades como o IVC, garantindo transparência e segurança nas informações técnicas disponibilizadas ao mercado.

7. Sejam aprimorados os mecanismos de controle, auditagem e checking nos meios rádios, televisão, cinema e mídia on-line nos mercados regionais.

8. Os Sindicatos de agências de propaganda, capítulos da Abap e outras entidades que congregam a indústria da comunicação se unam para comprar informações de pesquisa de mídia regionais em benefício do mercado local.

9. As agências, os veículos e os diversos prestadores de serviço ampliem os investimentos em treinamento e aprimoramento de seus profissionais, visando incentivar e valorizar os talentos regionais.

10. Os Tribunais de Contas fiscalizem com rigor os Municípios, Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas, governos e outros órgãos públicos visando o cumprimento da Lei de Licitações, não aprovando as contratações de serviços de propaganda sem a devida licitação.

11. Os Tribunais de Contas não aprovem a realização de pregões para contratar os serviços de agência de propaganda.

12. Os Anunciantes passem a contratar agências de propaganda com base no Guia de Boas Praticas elaborado pela ABA e Fenapro.

13. O “trade do setor” estude as necessidades conjuntas entre agência, anunciante e fornecedores, visando o aprimoramento dos mercados regionais.

14. O Cenp instale capítulos regionais ou estabeleça acordos com os Sindicatos de agencias de propaganda nos estados, capítulos da Abap, veículos regionais de comunicação e entidades regionais de anunciantes, visando fiscalizar e fortalecer os mercados regionais.

15. As universidades e faculdades de comunicação incluam em sua grade curricular o estudo sobre a legislação da atividade publicitária.

16. A assinatura de convênios entre as universidades e faculdades de comunicação com as entidades do setor visando incentivar o estágio dos alunos nas empresas prestadoras de serviços de comunicação.

17. Sejam realizados esforços no sentido de diminuir a carga tributária que penaliza o setor.

18. A ABA - Associação Brasileira de Anunciantes -, a Fenapro e outras entidades do setor, realizem um amplo seminário nacional para discutir a regionalização da atividade publicitária nos clientes privados que operam em mercados regionais.

19. Os litígios decorrentes do relacionamento comercial entre anunciantes, agências, produtores de serviços especializados, profissionais de comunicação, atores e outros profissionais sejam dirimidos através da câmara nacional de arbitragem na comunicação.

20. Os sindicatos estaduais e outras entidades do setor encaminhem nomes de parlamentares federais de sua relação para compor a frente parlamentar de comunicação criada no VI Congresso. 

21. As entidades do setor em conjunto desenvolvam campanhas publicitárias  para incrementar a captação de novos anunciantes, bem como para apresentar as oportunidades regionais,  como fator de desenvolvimento."

 
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