A Reforma Tributária, cuja transição começa em 2026 e será concluída até 2033, promete ser um dos maiores desafios de gestão para o setor publicitário na próxima década. Atento a esse cenário, o Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro/Fenapro) está em mobilização nacional para preparar as agências para os impactos do novo sistema fiscal.
Apesar de celebrar uma importante conquista — a manutenção da base de cálculo aplicada apenas sobre a receita própria das agências —, a entidade faz um alerta contundente aos empresários do setor: é hora de se capacitar e liderar o processo de adaptação.
“A Reforma Tributária já terá impactos a partir de 2026, exigindo uma postura de liderança dos empresários do setor para evitar que o aumento da carga tributária consuma a rentabilidade”, afirma Daniel Queiroz, presidente da Fenapro.
Vitória importante: manutenção da base de cálculo da CBS e IBS
Em sua atuação institucional, o Sinapro/Fenapro obteve uma vitória fundamental junto à Receita Federal e ao Comitê de Gestão da Reforma Tributária: a garantia de que a base de cálculo da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) será aplicada somente sobre a receita própria das agências (honorários, comissões e/ou fee), e não sobre o valor total da fatura ao cliente, que inclui investimentos com veículos e fornecedores.
“Se não tivéssemos atuado preventivamente junto ao Comitê Gestor, as agências estariam diante de um caos tributário. Pagar cerca de 27% a 28% de impostos sobre valores que não fazem parte da receita própria inviabilizaria os negócios”, explica Antônio Lino, representante oficial da Fenapro no grupo técnico da reforma.
Guia, simulação e capacitação: ferramentas para enfrentar a reforma
Para apoiar as agências nesse novo cenário, o Sistema Sinapro/Fenapro lançará em breve:
-
Uma Guia explicativo sobre a Reforma Tributária voltada para o setor;
-
Uma ferramenta de simulação de impacto tributário, que permitirá aos empresários calcular, com base nos seus dados reais, os efeitos da nova tributação sobre a rentabilidade e os contratos;
-
Programas de capacitação, com treinamentos online e presenciais para orientar os gestores no domínio da nova lógica tributária.
“Não existe fórmula de bolo. Cada agência tem uma realidade diferente. É essencial que os gestores dominem seus números e saibam liderar a negociação com os clientes para manter a saúde financeira do negócio”, reforça Daniel Queiroz.
Liderança estratégica: não delegue, conduza
O Sistema reforça que a condução desse processo deve ser liderada diretamente pelos donos das agências, e não apenas pelos departamentos financeiros.
“Este é o momento de virar a chave do empresário publicitário. A Reforma Tributária não pode ser terceirizada. Se deixarmos novamente nas mãos do mercado a decisão sobre o nosso negócio, vamos sair perdendo”, conclui Daniel Queiroz, presidente da Fenapro.\